Já pensou em viver a aposentadoria na Europa? Cada vez mais brasileiros acima dos 50 anos escolhem o continente para essa nova fase da vida — atraídos não apenas pelas paisagens e cidades históricas, mas, principalmente, pela qualidade de vida, segurança e acesso a um bom sistema de saúde. Os melhores países para aposentadoria na Europa reúnem tudo isso e muito mais.
As diferenças entre os países também pesam na decisão. Enquanto algumas pensões europeias passam dos 3.000€ por mês, outras ficam em torno de 700€.
Nesta reportagem, mostramos os destinos favoritos dos brasileiros, os países com as aposentadorias mais altas e um guia prático para quem quer planejar essa mudança.
Quantos são os aposentados brasileiros na Europa
Hoje, mais de 5 milhões de brasileiros vivem no exterior. Cerca de 1,5 milhão estão na Europa, segundo o Itamaraty, e muitos deles são aposentados.
O motivo vai além do clima agradável: vários destinos europeus combinam custo de vida acessível, acordos previdenciários com o Brasil e processos migratórios mais simples.
Melhores países para brasileiros se aposentarem na Europa
Para brasileiros acima de 50 anos que planejam a aposentadoria na Europa, a escolha do destino ideal vai muito além do valor em dinheiro que será recebido. Fatores como custo de vida acessível, sistema de saúde de qualidade, facilidade de comunicação, clima agradável, segurança e processos migratórios simplificados são determinantes nessa decisão.
A especialista em planejamento migratório e advogada internacionalista Rita Silva aponta Portugal, Espanha e Itália como os destinos mais indicados para brasileiros que desejam viver sua aposentadoria na Europa.
Segundo ela, a escolha se justifica pela familiaridade cultural e histórica, especialmente no caso de descendentes de imigrantes.
“Esses três países são os com mais proximidade com o Brasil, temos muitos descendentes de imigrantes que já possuem parte da cultura em tradições familiares.”
Ela reforça ainda a importância de um bom planejamento financeiro para garantir uma transição tranquila:
“O aposentado precisa ter uma reserva financeira para imigrar com segurança e conseguir remediar qualquer emergência que apareça.”
Para ajudar na escolha, listamos abaixo os 7 melhores destinos europeus para aposentados brasileiros, com base em dados de rankings como o International Living’s 2025 Annual Global Retirement Index, entre outros.
1. Portugal: o destino mais acessível para brasileiros
Portugal ocupa o primeiro lugar no International Living’s Retirement Index 2025 como o melhor destino europeu para aposentados. O país reúne uma série de vantagens que o tornam especialmente atrativo para os brasileiros.
O custo de vida é moderado, entre os mais acessíveis da Europa Ocidental, permitindo um padrão de vida confortável mesmo com uma aposentadoria modesta.
Antes de escolher Portugal para viver a aposentadoria, Analia Castelli Zacharias e a família pesquisaram bastante. Ela se aposentou como médica no Brasil. Em Portugal trabalha com telemedicina e teleconsultas em homeopatia.

A decisão de mudar de país foi construída com calma e planejamento: ela e o marido viajaram por diferentes regiões da Espanha e de Portugal, até que Viana do Castelo conquistou seu coração:
“Viajamos para ir decidindo o lugar durante 4 anos antes de decidir por Viana do Castelo, Portugal.”
A escolha por Portugal foi fruto de uma decisão pensada, motivada pelo desejo de viver com mais tranquilidade e qualidade de vida. Analia e a família também consideraram o fato de já terem amigos por perto, o que tornaria a adaptação mais leve.
A vontade de mudar de país surgiu com a distância dos filhos — um vive na Espanha, o outro na Dinamarca — e o casal queria estar mais acessível para eles. “Escolhemos pela tranquilidade, qualidade de vida e por ter amigos em cidades próximas.”
Outro aspecto que atraiu Analise é a alta qualidade do sistema de saúde público de Portugal, sendo possível também recorrer a seguros privados com preços acessíveis.
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Abrir Conta Multimoeda →O vídeo abaixo tem outras dicas e informações especialmente para aposentados e pessoas com mais de 50 anos, que desejam mudar para Portugal. Nilda Lourenço compartilha sua experiência pessoal e oferece alguns conselhos práticos:
Com clima ameno o ano todo e um dos melhores índices de segurança da Europa, segundo o Global Peace Index 2024, Portugal proporciona muita tranquilidade e bem-estar. O Visto D7 exige uma renda passiva mínima considerada acessível quando comparada a outros países europeus, tornando o processo mais viável para quem se aposenta no Brasil.
Lisboa, Porto e a região do Algarve não só oferecem qualidade de vida e riqueza cultural, mas também contam com muitos brasileiros, o que facilita a adaptação e torna a experiência de viver em Portugal ainda mais interessante.
2. França: estrutura avançada em saúde
A França se destaca como uma opção de alto nível para aposentados que buscam qualidade de vida. Embora o custo de vida seja mais elevado, especialmente nas grandes cidades, ele é amplamente compensado pela infraestrutura de primeira linha e serviços públicos de excelência.
O sistema de saúde francês, considerado um dos melhores do mundo, é acessível aos residentes, e seguros complementares possuem preços razoáveis, garantindo tranquilidade a quem opta por viver aqui.
Embora o francês represente um desafio para muitos, o inglês é amplamente falado nas áreas turísticas. O clima temperado e a alta segurança, especialmente em cidades menores e áreas rurais, fazem da França um destino seguro e agradável para aposentados que buscam uma vida mais tranquila.
No vídeo a seguir, a advogada Juliana Jácome esclarece uma dúvida comum sobre dupla aposentadoria e explica se é possível que um aposentado brasileiro também receba aposentadoria na França.
Com o visto para aposentados, a França atrai quem tem um orçamento mais flexível e deseja imergir em uma cultura rica em arte, história e gastronomia.
Regiões como a Côte d’Azur e a Provence oferecem o equilíbrio perfeito entre clima ameno e um estilo de vida sofisticado, sendo ideais para aqueles que valorizam experiências culturais e gastronômicas enquanto aproveitam a aposentadoria.
3. Espanha: clima mediterrâneo e qualidade de vida
A Espanha se apresenta como um destino popular para aposentados, especialmente para aqueles que buscam um custo de vida equilibrado e mais acessível em comparação com países como França e Alemanha, principalmente fora das grandes cidades.
O sistema de saúde público é universal e gratuito para residentes, com boas opções privadas a preços acessíveis, tornando a vida mais tranquila para quem escolhe viver aqui.
O espanhol, muito próximo ao português, é uma vantagem para brasileiros que podem aprender rapidamente o idioma. Em áreas turísticas, o inglês também é comum, facilitando a integração.
O clima mediterrâneo, com temperaturas amenas durante grande parte do ano, aliado à segurança elevada, especialmente nas cidades menores, faz da Espanha um lugar ideal para quem busca qualidade de vida.
Com visto para aposentados, a Espanha ainda se destaca pelos acordos bilaterais que facilitam a transferência de benefícios previdenciários, um alívio para quem planeja viver no país.
Neste vídeo da Dra. Vivian Madeira, advogada atuante no Brasil e na Espanha, ela detalha tudo sobre o visto, explica quem pode solicitá-lo e mostra as principais vantagens de obter a autorização para viver na Espanha.
Seu estilo de vida descontraído, aliado à proximidade cultural e ao calor humano, faz a Espanha ser um destino perfeito para quem quer aproveitar a aposentadoria.
4. Itália: cultura milenar e gastronomia incomparável
A Itália é ótima para aposentados, oferecendo um estilo de vida tranquilo, especialmente no sul, onde o custo de vida é mais baixo, em contraste com as grandes cidades do norte, como Milão e Roma, que exigem um orçamento mais folgado.
O sistema de saúde é eficiente e acessível, com um serviço público gratuito ou de baixo custo para residentes, além de seguros privados a preços razoáveis.
Embora o italiano seja mais distante do português do que o espanhol, ele ainda é relativamente fácil de aprender, e o inglês é mais comum nos grandes centros urbanos. O clima mediterrâneo do sul, aliado à segurança razoável, faz da Itália um lugar atrativo para quem busca qualidade de vida.
Para entender se morar na Itália com o visto de aposentado é a melhor opção, veja a experiência da Simone do canal Terra Mia – Viver na Itália. Ela explica de forma clara como funciona o visto e destaca os principais benefícios para quem decide dar esse passo.
Com a possibilidade de obter cidadania por descendência para brasileiros com raízes italianas e os acordos previdenciários facilitando a transferência de benefícios, a Itália se destaca como uma opção ideal.
A rica cultura, a gastronomia mundialmente famosa e o estilo de vida que valoriza o bem-estar e as relações sociais fazem com que muitos aposentados brasileiros se sintam em casa.
5. Irlanda: comunidade brasileira crescente e língua inglesa
A Irlanda é atraente, especialmente para brasileiros que dominam o inglês, com um custo de vida elevado, principalmente em Dublin, onde moradia, transporte e alimentação podem ser onerosos para aposentados com renda fixa.
O sistema de saúde público é gratuito, mas enfrenta filas; seguros privados estão disponíveis, mas com preços mais altos.
O clima úmido e a segurança elevada são aspectos positivos do país, que também conta com uma rica tradição cultural e paisagens deslumbrantes. A língua inglesa como oficial facilita a adaptação, e a comunidade brasileira está crescendo, especialmente na capital.
Para entender melhor como funciona a aposentadoria na Irlanda, este vídeo de um canal especializado em sistemas previdenciários internacionais mostra explicações claras e completas sobre o tema.
Atualmente, Brasil e Irlanda não têm um acordo previdenciário em vigor. Isso significa que, salvo se mudar para o país com cidadania europeia ou um visto de trabalho e começar a contribuir para o sistema local, as possibilidades de aposentadoria por lá são bastante limitadas.
6. Alemanha: estabilidade e infraestrutura de primeira
A Alemanha é um destino que se destaca pela estabilidade e infraestrutura de alta qualidade. O custo de vida varia de moderado a alto, com cidades como Munique e Frankfurt sendo as mais caras. O sistema de saúde é excelente e obrigatório para residentes, com custos entre 150-200€/mês, além de opções privadas.
Embora o alemão seja um idioma desafiador, o inglês é amplamente falado entre os jovens, especialmente nas grandes cidades como Berlim e Munique, que também abrigam comunidades internacionais. O clima frio pode ser um obstáculo para alguns, mas a segurança é excelente em todo o país, o que proporciona uma vida tranquila.
Para entender melhor como funciona o Acordo Bilateral de Previdência entre Brasil e Alemanha, vejo o vídeo do advogado Otávio Salum.
É possível morar na Alemanha recebendo aposentadoria do Brasil, mas é necessário ter nacionalidade europeia ou solicitar outro tipo de visto, como o de união familiar ou empreendedor. Ao contrário de outros países europeus, a Alemanha não oferece um visto específico para aposentados.
Mesmo assim, a Alemanha continua a ser uma excelente escolha para quem busca organização e qualidade de vida, apesar das barreiras linguísticas e climáticas.
7. Inglaterra (Reino Unido): cultura global e oportunidades diversas
Viver no Reino Unido pode ser um sonho possível para brasileiros que têm familiaridade com o idioma inglês e buscam uma imersão cultural rica. O país oferece uma mistura de tradição e modernidade, com destaque para cidades como Londres, onde há uma grande comunidade brasileira — cenário de eventos culturais frequentes e uma rede de apoio sólida.
No entanto, é preciso colocar na balança alguns fatores importantes. O custo de vida é elevado, especialmente na capital, enquanto cidades como Manchester ou Bristol oferecem alternativas um pouco mais acessíveis. O sistema de saúde público, o NHS, é gratuito para residentes, mas enfrenta longas filas de espera, o que leva muitos a recorrerem a seguros privados, geralmente mais caros.
O clima é úmido e as temperaturas variam bastante ao longo do ano. A segurança é razoável, embora, como em qualquer grande cidade, sejam necessários cuidados extras. Para quem pensa em se estabelecer, o processo migratório ficou mais exigente após o Brexit.
Se está interessado em saber como solicitar a aposentadoria na Inglaterra, assista ao vídeo abaixo, onde são explicados todos os procedimentos da aposentadoria britânica.
O Reino Unido não possui mais um visto específico para aposentados, já que esse programa foi cancelado. Assim, quem é aposentado e deseja morar na Inglaterra por mais de seis meses precisa recorrer a outras categorias de visto, como os de estudo, trabalho ou reunião familiar.
Destinos mais escolhidos por aposentados brasileiros
A Europa tem se consolidado como destino preferencial para brasileiros que desejam aproveitar a aposentadoria com mais qualidade de vida, segurança e novas experiências culturais.
Para criar a lista dos 3 destinos preferidos por aposentados brasileiros, consultamos dados do Best Retirement Visas in Europe 2025 Edition, entre outros rankings e especialistas.
1. Portugal
É o líder absoluto na preferência dos brasileiros. A língua em comum, os acordos previdenciários, o clima ameno, o custo de vida acessível e a grande presença da comunidade brasileira tornam o país uma escolha natural. O Visto D7 é uma das principais portas de entrada para aposentados. A facilidade de receber a aposentadoria do Brasil em Portugal também é uma vantagem.
A médica Analia Castelli Zacharias, que vive em Viana do Castelo, contou que sua adaptação foi tranquila, especialmente por conta do clima ameno, que combina com seu gosto por temperaturas mais suaves. Além disso, Analia disse que, embora o orçamento da família acompanhe as variações do câmbio, é possível viver bem:
“Conseguimos viver com a aposentadoria e investimentos.”
O que mais encanta Analia em Portugal é a liberdade de levar uma vida mais simples, cercada de segurança e com acesso rápido a diferentes paisagens — em poucos minutos, é possível estar no campo, na praia ou em um centro cultural.
Ela também valoriza o ritmo mais calmo do dia a dia e a facilidade de estar em contato com a cultura local. Ainda assim, sente saudades do Brasil, principalmente da família, dos amigos e, claro, de algumas comidas. “O que mais me encanta é a liberdade de viver uma vida mais simples.”
Se Portugal está no seu planejamento, conheça o ebook Morar em Portugal Aposentado. Criado pela equipe do Euro Dicas, ele reúne toda a informação necessária para transformar esse plano em realidade — com dados atualizados, dicas práticas e orientações para um recomeço tranquilo.
2. Espanha
A proximidade cultural, o idioma semelhante ao português e a qualidade de vida atraem cada vez mais brasileiros para viver a aposentadoria na Espanha, especialmente para regiões como Andaluzia e Costa del Sol.

Outro aspecto deve ser levado em conta é que aposentados brasileiros podem receber a aposentadoria do INSS enquanto residem na Espanha. O clima agradável, a qualidade de vida e o custo de vida mais acessível também contam muito na decisão pelo país.
3. Itália
Muitos brasileiros têm origem italiana e aproveitam a cidadania para viver a aposentadoria no país. Quem não tem cidadania italiana também pode morar na Itália, mas precisa de um visto de residência eletiva. Esse visto exige comprovação de renda estável vinda do Brasil (como aposentadoria), além de moradia já contratada na Itália e seguro de saúde. Também é possível receber a aposentadoria do Brasil na Itália.
A gastronomia, o estilo de vida mais lento e o custo de vida mais baixo em regiões do sul fazem do país uma escolha muito comum, especialmente entre quem busca uma aposentadoria mais tranquila e culturalmente rica.
O que torna esses destinos tão atraentes?
Na hora de escolher um país para curtir a aposentadoria na Europa, muitos brasileiros acabam seguindo o coração — e um pouco da razão também.
Questões práticas
Aposentados brasileiros que residem legalmente nesses países podem, com o tempo, adquirir a cidadania europeia. Em todos os casos, é fundamental manter a residência legal e contínua, além de cumprir os demais requisitos estabelecidos por cada país. A obtenção da cidadania oferece diversos benefícios, como o direito de residir e circular livremente pelos países da União Europeia.
O idioma faz toda a diferença: Portugal sai na frente por falar a nossa língua, enquanto Espanha e Itália têm línguas parecidas que a gente pega com certa facilidade. Já quem já se vira bem no inglês costuma considerar Irlanda e Reino Unido como boas opções.
A questão financeira também entra na equação. Portugal, Espanha e partes da Itália costumam oferecer um bom equilíbrio entre custo de vida e qualidade.
Não é só a língua que pesa
Tem também a ligação afetiva. Portugal, claro, tem uma conexão histórica forte com o Brasil. Espanha e Itália, por outro lado, fazem parte da história de muitas famílias brasileiras.
Outro ponto que atrai é saber que, ao chegar, não estará sozinho. Cidades como Lisboa, Barcelona e Roma têm milhares de brasileiros, o que pode ajudar bastante na adaptação.
E claro, tem o estilo de vida. Sol na maior parte do ano, mesas cheias, gente nas ruas, dias mais leves — o clima e a cultura do sul da Europa têm semelhanças com o jeito brasileiro de viver bem.
Fatores determinantes para escolher onde viver na aposentadoria
Planejar a aposentadoria na Europa vai muito além de escolher um destino bonito — envolve pensar com calma em tudo o que pode impactar na qualidade de vida e no orçamento.
Para brasileiros com mais de 50 anos, encontrar o lugar certo significa considerar fatores que garantam conforto, segurança e bem-estar no dia a dia.

Em entrevista ao Portal Terra, a especialista em planejamento migratório e advogada internacionalista Rita Silva destaca que a decisão de imigrar exige uma análise cuidadosa de diversos aspectos.
“Os idosos devem considerar fatores como cultura, língua, acesso a serviços médicos e facilidade para obter vistos. Outro fator a ser analisado é se o Brasil tem acordos bilaterais ou multilaterais com o país de destino, pois isso facilita as questões tributárias”, afirma.
Para ajudar nesse processo, abaixo há um checklist prático com os pontos essenciais que devem ser levados em conta ao planejar a mudança. Ele pode ser usado para facilitar a organização e ajudar a identificar quais países europeus combinam realmente com o que está buscando.
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- Compare cuidadosamente as despesas mensais (moradia, alimentação, transporte, lazer) com sua renda de aposentadoria. Ferramentas como o Numbeo podem ajudar nessa análise, mostrando que os gastos variam significativamente;
- Considere priorizar cidades menores para reduzir custos;
- Não deixe de pesquisar sobre a tributação de pensões estrangeiras.
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- Avalie a eficiência do transporte público local, especialmente importante para a mobilidade na terceira idade;
- Verifique índices de segurança;
- Considere o acesso a atividades culturais e de lazer que enriqueçam sua rotina.
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- Confirme se o país oferece saúde pública gratuita para residentes ou se exige seguro obrigatório;
- Pesquise os custos de seguros privados complementares, que variam consideravelmente;
- Localize hospitais e clínicas próximos à área onde pretende morar, especialmente se você tem condições médicas específicas que exigem acompanhamento regular.
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- Identifique os vistos específicos para aposentados e seus requisitos de renda. As diferenças são significativas;
- Organize com antecedência documentos essenciais como comprovantes de pensão, extratos bancários e seguros de saúde, e verifique os prazos de processamento, que podem variar de 3 a 8 meses, dependendo do país;
- Pesquise os caminhos para residência permanente ou cidadania.
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- Verifique se o país escolhido tem acordo bilateral com o Brasil para somar contribuições ou transferir pensões. Portugal, Espanha, Itália mantêm esses acordos, que podem ser decisivos para sua segurança financeira;
- Consulte o INSS ou o consulado brasileiro para confirmar sua elegibilidade e evitar tributação dupla. O acordo Brasil-Portugal, por exemplo, permite que períodos de trabalho nos dois países sejam considerados para fins de aposentadoria;
- Avalie como sua pensão brasileira será tributada no país de destino.
No Instagram do Euro Dicas, falamos sobre a importância de equilibrar expectativa e realidade ao escolher a Europa como destino para a aposentadoria. Planejamento é essencial. Confira o post e comece a planejar com segurança!
Países com as aposentadorias mais altas na Europa
Ao planejar a aposentadoria na Europa, é fundamental conhecer onde as pensões são mais generosas, especialmente se busca manter ou melhorar o padrão de vida.
Segundo os últimos dados do Eurostat divulgados pela Deco ProTeste, países como Islândia, Luxemburgo e Noruega liderem com valores que chamam a atenção. Hoje, a média geral da aposentadoria na União Europeia é de 1294€. Confira o top 10 de países com as aposentadorias mais altas da Europa:
1. Islândia
A Islândia é atualmente o país com o valor médio de aposentadoria mais alto da Europa. A média mensal por lá gira em torno de 2.762€, sendo bem superior à de países como Portugal, Espanha ou Itália, por exemplo.
Esse valor elevado está ligado ao custo de vida islandês, que também é um dos mais altos da Europa. Ou seja, a aposentadoria é proporcional ao padrão local. Mesmo assim, o sistema previdenciário islandês é considerado robusto e sustentável, combinando previdência pública básica com esquemas complementares obrigatórios e facultativos.
2. Luxemburgo
Luxemburgo ocupa o segundo lugar com uma média de aposentadoria de 2.575€ mensais. Este pequeno país consegue oferecer pensões tão generosas graças a um sistema previdenciário alimentado por altas contribuições tanto de empregadores quanto de empregados, além de um PIB per capita entre os mais elevados do mundo.
Entretanto, o alto custo de vida local torna Luxemburgo uma opção mais viável para quem construiu uma carreira sólida com bons rendimentos.
3. Noruega
A Noruega oferece aposentadorias médias de 2.438€ mensais. Seu sistema previdenciário é financiado por uma combinação de impostos gerais e receitas do setor petrolífero, permitindo que os noruegueses se aposentem a partir dos 62 anos.
Um diferencial importante é o ajuste automático das pensões conforme a inflação, garantindo a manutenção do poder de compra. Apesar das vantagens financeiras, o clima rigoroso e as barreiras linguísticas fazem da Noruega um destino menos procurado por brasileiros.
4. Dinamarca
A Dinamarca não aparece entre os líderes europeus apenas por acaso. O país adota um modelo previdenciário misto, combinando pensão básica garantida pelo Estado com planos ocupacionais obrigatórios e voluntários. O valor médio recebido no país é de 2.417€.
Essa estrutura permite que os aposentados alcancem rendimentos bastante confortáveis, especialmente após longos anos de contribuição. Além disso, a cultura de planejamento financeiro e previdência privada complementar é forte por lá.
5. Suíça
Na Suíça, tradição e precisão também se aplicam à aposentadoria com um valor médio de 2.138€. O sistema previdenciário é baseado no chamado “tripé suíço”: previdência pública, previdência ocupacional (obrigatória para trabalhadores) e uma previdência privada complementar.

Trata-se de uma estrutura que oferece estabilidade financeira aos aposentados e reflete décadas de contribuições elevadas, aliadas a uma política fiscal rigorosa. Apesar de o custo de vida ser bem alto, os rendimentos médios acompanham o padrão, o que garante autonomia e conforto à população sênior.
6. Áustria
Com quase 2.000€ mensais de média, a Áustria se destaca por oferecer um dos sistemas públicos de aposentadoria mais generosos da Europa. O modelo austríaco é financiado com contribuições obrigatórias de empregadores e empregados, e beneficia quem tem carreiras longas e estáveis.
A aposentadoria está diretamente ligada aos salários recebidos ao longo da vida, o que favorece quem teve rendimentos consistentes durante décadas.
7. Países Baixos
Na terra das bicicletas e canais, a aposentadoria também é motivo de orgulho. Os Países Baixos combinam uma pensão pública nacional com esquemas ocupacionais obrigatórios oferecidos pelas empresas. O resultado é uma renda média sólida, por volta de 1.931€, que permite aos aposentados manter o padrão de vida.
O alto grau de formalidade nas relações de trabalho e a ampla cobertura de fundos de pensão ajudam a explicar os bons resultados do sistema holandês.
8. Irlanda
Mesmo com um sistema público mais enxuto em comparação com outros países europeus, a Irlanda consegue garantir uma média de aposentadoria respeitável na casa dos 1.906€.
O segredo está na forte presença de pensões privadas e ocupacionais, muito incentivadas por políticas fiscais. Muitos trabalhadores contribuem voluntariamente para garantir rendas maiores no futuro. O país ainda se beneficia de um mercado de trabalho aquecido e salários médios elevados.
9. Suécia
A Suécia é outro exemplo de equilíbrio entre o setor público e o privado. O país escandinavo adotou uma reforma importante nos anos 90, substituindo o antigo sistema por um modelo baseado em contas individuais e contribuições definidas.
O valor da aposentadoria está diretamente ligado ao que foi acumulado ao longo da vida ativa, o que recompensa quem trabalhou por mais tempo e com salários mais altos. Há incentivos para adiar a aposentadoria, o que eleva ainda mais a média dos valores recebidos. O valor médio da aposentadoria é 1.838€.
10. Bélgica
Fechando a lista, a Bélgica oferece um sistema público tradicional baseado em repartição simples, com valores definidos pela carreira e pelo tempo de contribuição. O país também estimula a previdência complementar, especialmente no setor privado.
Apesar de não estar no topo da lista, o valor médio, de quase 1.800€, ainda é elevado quando comparado a grande parte da Europa, refletindo uma política de proteção social robusta e um histórico de estabilidade no emprego.
Portugal e outros destinos com aposentadorias menores
Outras nações importantes também figuram no ranking com valores médios mais modestos, mas ainda assim expressivos dentro do contexto europeu.
A Itália, por exemplo, oferece uma média de 1.561€, seguida pela França (1.457€), Espanha (1.450€) e Alemanha (1.440€), todas com sistemas previdenciários robustos e que garantem certa estabilidade financeira aos aposentados.
Já Portugal, embora tenha uma das médias mais baixas — 888€ — compensa em outros aspectos, como custo de vida acessível, clima agradável e facilidade de adaptação para quem vem do Brasil. No entanto, quando se compara o sistema de pensões de Portugal com outros países europeus, fica claro que as diferenças entre os sistemas são significativas.
Fatores que influenciam os valores das aposentadorias na Europa
O valor das aposentadorias na Europa varia bastante. Diferenças estruturais nos sistemas previdenciários, exigências de contribuição e estratégias econômicas moldam o cenário em cada país.
Nações como Islândia e Luxemburgo, por exemplo, oferecem pensões até seis vezes maiores que Portugal, graças a modelos multi-pilares que combinam recursos estatais, privados e ocupacionais. Esses sistemas permitem uma acumulação mais robusta ao longo da vida profissional.
Já em países como Portugal e Espanha, a maior dependência do sistema estatal, somada a limitações fiscais, tende a resultar em valores mais modestos.
Tempo de contribuição
O tempo de contribuição exigido também influencia: na Alemanha, são necessários até 45 anos para receber o benefício integral; na França, cerca de 42. Esses longos períodos, somados a alíquotas mais altas, ajudam a explicar aposentadorias mais generosas.
Questões econômicas
Outro ponto essencial está nos ajustes econômicos. Países como Noruega e Espanha corrigem os valores das pensões de acordo com a inflação, o que preserva o poder de compra dos aposentados ao longo dos anos. A tributação também entra na equação, é claro.

Para entender melhor como funciona a transferência de pensões, direitos de residência e muito mais, vale a pena visitar o site feito pela Comissão Europeia para obter informações atualizadas.
A idade mínima de aposentadoria varia de país para país
De acordo com dados recentes do Trading Economics, a média na União Europeia atualmente gira em torno dos 65 anos, mas há bastante variação — e isso pode influenciar no seu planejamento, especialmente se pretender contribuir localmente ou combinar tempo de contribuição entre o Brasil e outro país europeu.
Países como Itália, Holanda, Dinamarca e Grécia já fixaram a idade de aposentadoria para homens em 67 anos, acompanhando o aumento da expectativa de vida e a necessidade de manter os sistemas previdenciários sustentáveis.
A Espanha também está nesse caminho, com um plano gradual para chegar aos 67 anos até 2027. Já Portugal, que é um dos destinos preferidos dos brasileiros, elevou recentemente a idade para 66 anos e meio.
Sobre Portugal, Luís Eduardo Afonso, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), ressalta que apenas o tempo de contribuição no Brasil não é suficiente para decidir pela aposentadoria em Portugal.
“É preciso se atentar às regras do sistema previdenciário deles, que são diferentes das nossas. É o caso da idade para se aposentar e do período contributivo, por exemplo.”
Já a advogada Miranda Ferreira explica que a previdência brasileira costuma ser mais vantajosa, com pagamentos maiores e regras mais flexíveis. Pelo acordo bilateral, vale a legislação do país onde o brasileiro vive. Assim, ao cumprir os requisitos, ele se aposenta pelo sistema local — com pagamento em moeda local e os mesmos direitos dos cidadãos do país.
Por outro lado, alguns países ainda permitem aposentadoria um pouco mais cedo. A França, por exemplo, mantém a idade legal em cerca de 62 anos e três quartos, embora esteja em debate uma possível reforma para aumentar esse limite.
Planeje a aposentadoria na Europa com segurança
Escolher viver a aposentadoria na Europa é uma decisão que pode transformar completamente essa fase da vida. Como vimos ao longo desta reportagem, cada país oferece uma combinação única de vantagens e desafios que devem ser cuidadosamente avaliados conforme suas necessidades e expectativas pessoais.
Para quem pensa em se mudar para Portugal, Analia Zacharias é direta no conselho: planejamento é essencial. Segundo ela, é preciso manter os pés na realidade, entender que toda escolha envolve ganhos e perdas, e estar preparado para os altos e baixos do processo:
“Nos dias mais difíceis, ajuda muito saber exatamente o que te motivou a imigrar!”
Portugal continua sendo o destino mais acessível e acolhedor para brasileiros, eliminando barreiras linguísticas e oferecendo um processo migratório simplificado. Espanha e Itália seguem como alternativas atraentes, combinando clima agradável, rica herança cultural e comunidades brasileiras estabelecidas.
Independentemente do destino escolhido, o planejamento antecipado é mesmo fundamental. Comece pesquisando sobre acordos previdenciários, requisitos de visto e custo de vida pelo menos dois anos antes da mudança planejada. Se possível, visite o país escolhido em diferentes estações do ano para experimentar o clima e o estilo de vida local.
Para informações práticas, o Euro Dicas oferece artigos detalhados:
- Viver sua aposentadoria na Europa: entenda se vale a pena;
- Como morar fora do Brasil: do planejamento até a mudança;
- Imigração na Europa: os melhores vistos europeus para brasileiros em 2025;
- Planejamento fiscal e tributário para mudar de país: como fazer.
Lembre-se de que a aposentadoria na Europa não é apenas uma mudança de endereço, mas uma transformação no estilo de vida. Os países que oferecem as pensões mais altas nem sempre são os mais acessíveis ou adequados para brasileiros.
O equilíbrio entre valor da aposentadoria, custo de vida, qualidade dos serviços públicos e facilidade de adaptação cultural será o verdadeiro determinante do seu bem-estar e satisfação.
Maurício Martins